sexta-feira, 30 de agosto de 2024

 Ééé! kkk Sexta de noite, 20:43 mais precisamente em PATOS DE MINAS! como que eu cheguei aqui?

Meu deus do céu, bastante ociosa fui reaver esse blog, e li alguns textos dos mais "recentes" e puta merda, minhas questões são AS MESMAS! Continuo sentindo que me forço pra ser agradável pra caramba, que eventualmente me canso e tudo perde o sentido, tudo parece bobo e chato, além de continuar não suportanto as coisas serem muito parecidas. Continuo buscando projetos, ideias, maneiras, formas.. de... sei lá!!! 

Mas a algum tempo eu trabalho, 7 anos para ser mais precisa. Formei, virei psi, vivo disso! E acho isso extremamente maluco, parece que fiz minha faculdade sem imaginar que um dia eu realmente iria conseguir me sustentar e bem, fazer várias coisas legais que tenho feito simplesmente fazendo a análise de pessoas. Comprei um casa, tô numa união estável, vou viajar pra europa, conhecer PARIS. Enfim, conheci um tanto de coisas legais, mas parece que estou cada vez mais tensa e ansiosa com o futuro, com medo de perder o que já "conquistei" em sacar que agora para as próximas coisas eu vou talvez precisar de mais... Aí deus, onde tudo isso vai parar?

Entre a última postagem e essa, simplesmente uma pandemia aconteceu, da COVID, caso outras surjam por aí, vale a pena a descriminação sobre qual estou falando. O caos climático, que sempre ouvi na infância se instaurou com força e antes o que era "boato"está ao vivo e a cores. Mas eu sobrevivi.. que época!! A gente não sabia o que fazer ou nem quando iria terminar. No meio disso comecei um relacionamento sério que estou até hoje e tô bem, estamos bem.

As questões existenciais seguem, a vontade segue junta também. Talvez a resposta seja essa, seguir, ainda que não saiba pra que ou pra onde, mas tem hora que (mais agora que antes) tenho medo e vontade de parar. E se eu for e perder tanta coisa como já perdi? Mudar pra Minas Gerais foi ótimo em vários sentidos, mas hoje com 31 anos bateu com força o que perdi, sai de lá pra tentar fazer parte de algo e hoje é esquisito como se eu tivesse deixado de fazer parte pra não fazer parte de nada. Antagônico demais. Tudo se tornou mais sério com 30 anos, como eu já esperava, os alertas dos ginecologistas desde os 25 me assombravam com a idade fértil, é preciso fazer uma escolha.

Tenho esperança de que a Camila do futuro possa ler isso e sei lá kkk saber que a gente passou por esse momento, do escuro, do vazio, do "e agora?" mas estamos em outro.

Quero viver, quero experimentar, quero tanta coisa! Mas falta coragem para alguma delas. Tenho medo de tomar decisões ruins que possam impactar minha vida de um jeito que não tem volta. Será que isso existe? Será que tem jeito da gente fazer tanta escolha merda, ou uma escolha absurdamente merda que não sobre mais nada a o que se apegar?

Morro de medo disso!! Morro de medo de me tornar uma velho  senhora, que só lamenta, só fica triste, que não consegue fazer nada, sem beleza ou sem ser interessante. Ai que saco kkk velho medo de ser, adivinha? SOZINHA!! Ow meu pai, que eterna labuta, olha aí.. também não quero ser uma jovem lamentadora kkk SOCORRO!! kkk 

O que eu quero então? Parece que foguetes e sorrisos o tempo todo. Queria que me tratassem como tratam crianças (os momentos bons), ela sai na rua, todo mundo ri pra ela, elogia algo, oferece algo legal. Pq não é sempre assim? Pq as coisas ficam sérias, duras e amargas? Acho que nunca vou aceitar isso.

Fiz por um tempo natação, e eu queria que fosse mais lúdico, pq com adulto tudo é contabilizado? cronometrado? Não aguentei, quanto mais eu melhorava, mais eu desenvolvia, mais eu precisava desenvolver e aprimorar. SAI FORA!!! o que era legal ficou repetitivo e chato. Não gosto, larguei.

Bom, tamo aí! Com saudade do rio, do jeito carioca, com saudade de Uberlândia, de alguns amigos, mas feliz também por estar onde estou. Hoje eu e Raphael mandamos fazer um sofá que fosse confortável exatamente para minhas pernas minibaguete e para ele, na cor que a gente queria, do jeito que a gente queria e com quem a gente queria. Cansativo, mas me entretou, legal poder fazer essas coisas!!

Até, quando der/quiser.

Dois anos depois

Olha só, novamente estou aqui!
Dois anos depois de tanta coisa, parece tanto e ao mesmo tempo é tão pouco, fico até de certa forma cansada de pensar em quantos anos virão mais, quantas experiências acompanharão... Na verdade, o problema não é em si as memórias, as que ficam, as ditas "experiências", os momentos fatídicos. O que mais me doi é o dia a dia, o acordar e se ver mais um dia no mesmo lugar, com mais obrigações, mais tempo, menos pretensões.
Sabe o que mudou? TUDO! Não é brincadeira quando falamos sobre ser uma metamorfose ambulante, apesar de ainda acreditar que a essência permanece, a la parmênedis, acho que a cada ano que passa tenho mais noção da realidade, do meu tamanho frente ao universo, que é NADA!
Somos tão pequenos, poucos, mas imersos nessa trama que é o que dá a organicidade da vida humana, tanta dor, sofrimento, busca por prazer, pra que? Nada me faz mudar de ideia sobre sermos sim um erro da natureza, nossa consciência que nos diferencia tanto de outros animais parece só prejudicar, então se eu estiver certa, a existência humana deve logo acabar.
Enfim! Voltei para contar um pouco dos encontros "românticos" que venho tendo, são tantos tão ruins que não dá pra guardar só na minha cabeça. A ideia de escrever sobre isso aqui havia até se dispersado, mas graças a ontem ela ressurgiu. Sinceramente, começo a acreditar que esses encontros passam a me fazer mais mal do que bem, então por que continuo??? Porque não existe vida sozinho, meu caro! Simples assim, a vida é isso, ser caça e caçador, é correr atrás da sobrevivência, que não abrange apenas as necessidades de alimentação, mas de relacionamentos também.
Está ai um ponto muito importante sobre as eventuais descobertas, estou mais sozinha do que nunca! Minha família já não era lá essas coisas de proximidade, e a cada tempo que passa percebo cada vez mais o abismo que há entre nós, abismo esse que eu tento preencher sempre sozinha e obviamente não tenho bons resultados, só apenas mais frustrações mesmo. Amigos são poucos, como sempre, as pessoas passam a trabalhar, namorar, seguir a vida delas e é isso aí, eu continuo sozinha, parece que sem nunca achar meu lugar. O pior é que eu acredito que na época boa com Luciano eu realmente me sentia parte de algo, da vida de alguém, que teria alí sempre a companhia necessária, mas posso estar redondamente enganada, e que na verdade são falsas memórias, mas não sei. Só sei que parece que nunca consigo me sentir parte de nada, e que aos poucos um muro de pedra vai se colocando cada vez mais alto entre mim e o outro. Em alguns encontros, muitos por sinal, me sinto tão distante, parece que emulo, começo a simular estar feliz, ser agradável pro outro, sou ótima nisso! Sei conversar como se fossemos amigos a muito tempo, uma sensação de bem estar se provoca no momento, mas é como a cinderela, aos poucos o encanto vai passando e vou me tornando abóbora novamente. Foi exatamente isso que se passou ontem. Mas sem me culpar, pelo contrário, culpo o outro, sempre o outro, que não sabe ser agradável, que pensa muito em si mesmo e não quer se doar. Que pessoas são essas? Que sociedade mais individualista, insuportável, mas sozinha não sei ficar.
Enfim... ontem foi muito bom de início, o rapaz nem era tão atraente pra mim, nunca são na verdade, mas poderia funcionar e eu garantiria o esforço para que acontecesse! Marcamos um bar, de inicio já achei ruim a dificuldade que ele tinha em escolher qualquer coisa, escolhi tudo pelos dois, até o que ele iria beber todas as vezes, o papo flui (como eu já previa), e aí aos poucos o sacana do rapaz começou a me dar umas alfinetadas, não me lembro de todas, mas foram me minando ao pouco, uma hora ao eu insistir que ele contasse a piada que ele não estava querendo contar, ele disse que eu mal havia chegado e já estava querendo sentar na janelinha, depois disse em algum outro momento que eu não era especial, em outro quando convidei um outro dia para outra coisa disse que ele iria pra outro lugar, mas que eu podia fazer o que eu quisesse, depois perguntou se eu não fazia minha unha, pois o esmalte estava desgastados, essas foram as poucos que lembro, e não sei por que eu fui deixando. Até que no carro, indo para minha casa reparei como ele era parecido com um amigo meu e disse que era fisicamente e no jeito, muito parecido, que gostava de rebaixar o outro, e que ele havia feito isso comigo a noite toda. Ele, é claro, ficou chocado, disse não ter percebido, resumidamente pediu mil desculpas, disse que nem sabia como era possível rebaixar alguém como eu, mas depois veio a surpresa! Um colega de corredor, da época da faculdade, que me conhecia e conhecia esse dito cujo, desceu minha fixa pra ele, dizendo que eu tinha o ego inflado e que 99999999999999999999999999999999999998


(texto de 2019, terminou assim.. não lembro pq. Estou em 2024.)